Ohayou! Kyoto
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
KYOTO SUAS LENDAS E HISTÓRIAS
A encantadora Kyoto, localizada na ilha de Honshu, esta cidade já existia desde a idade Média. A cidade sagrada assim reza a lenda. Dizem que foi a região escolhida pelos Deuses para o império japonês se desenvolver. Segundo a lenda Kyoto era protegida pelo dragão azul ,o tigre branco, a tartaruga preta, e o pardal vermelho, estes protegiam o norte, sul, leste e oeste de Kyoto, assim tinham a proteção divina. Desta forma foi cultivado o nacionalismo japonês, e o povo assim segue sua crença até os dias de hoje, uma cidade fantástica, toda encantada pelos templos milenares, uma das cidades mais importantes do Japão, pois foi a capital até 1868.
A encantadora Kyoto, localizada na ilha de Honshu, esta cidade já existia desde a idade Média. A cidade sagrada assim reza a lenda. Dizem que foi a região escolhida pelos Deuses para o império japonês se desenvolver. Segundo a lenda Kyoto era protegida pelo dragão azul ,o tigre branco, a tartaruga preta, e o pardal vermelho, estes protegiam o norte, sul, leste e oeste de Kyoto, assim tinham a proteção divina. Desta forma foi cultivado o nacionalismo japonês, e o povo assim segue sua crença até os dias de hoje, uma cidade fantástica, toda encantada pelos templos milenares, uma das cidades mais importantes do Japão, pois foi a capital até 1868.
Kyoto,
conhecida como um foco religioso, tem seus encantos mágicos por seu
esplendor arquitectónico. Encontramos o Palácio Imperial, com a sala de
coroação, este Palácio foi restaurado várias vezes por numerosos
incêndios ocorridos, e a última restauração foi em 1855. Kyoto foi a
capital imperial do Japão por mais de 1.000 anos, seu fundador o
Imperador Kammu, e até hoje ocupa a posição de centro cultural artístico
da nação.Na bela Kyoto encontramos mais de 1.600 templos budistas e 270
santuários com seus lendários jardins, encontramos o Pavilhão Dourado reflectido em um maravilhoso lago.

Uma Rica Mistura da Influência Externa e Inovação
Caligrafia
A caligrafia é uma forma de arte que tem o objetivo de utilizar pincel e tinta para se ressaltar a beleza dos caracteres
Introdução
Em 2010 a população do Japão se aproximava dos 127
milhões de pessoas e, no que tange ao seu idioma, trata-se de uma nação
homogênea, com mais de 99% de sua população utilizando-se da mesma
linguagem. Isso significa que a Língua Japonesa é a sexta mais falada no
mundo. Entretanto, a língua é utilizada raramente fora do Japão.Existem muitas teorias sobre a origem da Língua Japonesa. Um grande número de pesquisadores acredita que sintaticamente o idioma se aproxima das línguas Altaic como o turco e o mongol, além do já consenso que a sua sintaxe se assemelha com o coreano. Existem ainda algumas evidências que a sua morfologia e vocabulário sofreram influência pré-histórica das línguas malaio-polinésias do sul.
O sistema de escrita japonês veio do chinês, embora a língua falada pelos japoneses e chineses sejam completamente diferente. Após a escrita chinesa ter sido introduzida entre os séculos V e VI, ela foi acrescentada de dois alfabetos fonéticos (hiragana e katakana), que eram variações modificadas dos caracteres chineses.
Um grande número de dialetos locais ainda é utilizado. Enquanto o japonês padrão, baseado na fala dos habitantes de Tóquio, foi se expandindo gradativamente pelo país devido a influência das mídia como o rádio, a televisão e o cinema, os dialetos falados em Kyoto e Osaka, em particular, continuam se desenvolvendo e mantêm o seu prestígio.
Fonologia
Os falantes de espanhol e italiano descobrirão que as vogais curtas do japonês (a, i, u, e, o) são pronunciadas de maneira muito semelhante às vogais dessas línguas. Vogais longas (aa, ii, uu, ei, ou ee, oo) são produzidas duplicando-se a duração das vogais curtas (embora o ei seja pronunciado muitas vezes como duas vogais separadas). A distinção entre as vogais curtas e longas é crucial, porque elas podem mudar o sentido da palavra.As consoantes são k, s, sh, t, ch, ts, n, h, f, m, y, r, w, g, j, z, d, b, p. A fricativa sh (como na palavra “shoot”, em inglês), juntamente com as fricativas ch, ts, j (como nas palavras “charge”, “gutsy” e “jerk”, do inglês) são tratadas como consoantes simples. O som do “g” é sempre com o som forte, como na palavra “game”, do inglês, e nunca como “gene”.
A grande diferença com o inglês é que o japonês não possui acento: a acentuação é dada igualmente a cada silaba. E, quando as silabas do inglês são alongadas, em japonês, a sequência de sílabas é pronunciada com regularidade no metrônomo. Como no inglês, o japonês não possui um sistema de acentuação tonal grave ou aguda.
Gramática
Em sua estrutura básica, uma sentença típica japonesa segue a fórmula: sujeito – objeto – verbo. Por exemplo, “Taro ga ringo o tabeta”, significa, literalmente, “Taro uma maçã comeu”.O japonês geralmente omite o sujeito ou o objeto (ou ambos) quando se considera que pode-se entender o contexto, ou seja, quando o falante ou quem escreve está certo de que o receptor da mensagem já possui informação suficiente sobre a situação em questão. Nesse caso, a sentença do exemplo acima poderia se tornar “ringo o tabeta” (“comeu um maçã”) ou simplesmente “tabeta” (“comeu”).
Em japonês, diferentemente do inglês, a ordem das palavras não indicam a função gramatical dos substantivos na sentença. Os substantivos também não são influenciados pelos casos gramaticais, como em outras línguas. A função gramatical é, ao invés disso, indicada por partículas que seguem o substantivo, onde as mais importantes são “ga”, “wa”, “o”, “ni” e “no”. A partícula “wa” é especialmente importante, porque sinaliza o tópico ou o tema da sentença.
Não existe indicação de pessoa ou número de inflexões verbais em japonês. Na língua moderna, todas as formas verbais no dicionário terminam com a vogal “u”. Assim, em português se diria que o verbo “taberu” significa “comer”, embora, na verdade, trata-se do tempo presente e significa “come” ou “comerá”. Algumas outras formas flexionadas são “tabenai” (“não come” ou “não irá comer”), “tabetai” (“quer comer”), “tabeta” (“comeu”), “tabereba” (“se alguém come”), e “tabero” (“coma”).
O Japonês Escrito
Enquanto o chinês usa os seus caracteres ou ideogramas para escrever cada palavra, uma por uma, o japonês concebeu duas formas distintas de transcrição fonética, chamado de “kana”, para serem utilizados em combinação com os caracteres chineses. As vezes, a forma escrita também pode conter letras romanas, como em acrônimos como IBM, números de produtos, e até mesmo em palavras inteiras estrangeiras, de maneira que as vezes pode ser utilizado até quatro tipos diferentes de caracteres no japonês moderno.Os caracteres chineses, chamados de “kanji” em japonês, são na verdade ideogramas, nos quais cada um simboliza uma única coisa ou idéia. É comum que um único “kanji” tenha mais de um som. No Japão, eles são utilizados para escrever tanto as palavras de origem chinesa como as palavras nativas japonesas.
Existem duas formas de escrita silábica “kana”. Uma delas é chamada de “hiragana”, a qual foi utilizada principalmente por mulheres no passado. Consiste em 48 caracteres e é usado para escrever palavras nativas japonesas, partículas, terminações verbais, e frequentemente é usada para se escrever palavras emprestadas do chinês e que não podem ser escritas com os caracteres oficiais em japonês.
A outra escrita “kana”, chamada “katakana”, também reúne 48 caracteres. É usada principalmente para palavras emprestadas que não venham do chinês, para ênfases, onomatopéias, e para nomes científicos ou para nomes da flora e fauna.
Os dois tipos de “kana” são mais fáceis de escrever do que as formas completas dos caracteres chineses dos quais eles foram baseados.
Embora os dicionários japoneses mais completos tragam definições de mais de 50 mil caracteres, o número daqueles que são utilizados atualmente é bem menor. Em 1946, o Ministério da Educação estipulou em 1.850 o número de caracteres para uso geral e oficial, incluindo os 996 ensinados até a conclusão da escola elementar e do ensino médio. Essa lista foi substituída em 1981 por uma lista similar e estendida com 1.945 caracteres. As publicações, excluindo-se os jornais, não estão limitadas a essa lista, entretanto muitos leitores entendem o significado de muitos caracteres além daqueles ensinados na escola.
É costumeiro que os caracteres japoneses sejam impressos em linhas verticais, as quais são lidas do alto para baixo. As linhas começam na direita da página, portanto os livros comuns normalmente se abrem onde seria o verso dos livros ocidentais. As exceções são os livros e periódicos voltados a assuntos específicos (científicos e técnicos) os quais são impressos em linhas horizontais e lidas da esquerda para a direita. Hoje em dia existe uma tendência de se imprimir os livros em linhas horizontais. Essas publicações são abertas da mesma maneira que as publicações ocidentais.
Palavras Emprestadas
A língua japonesa não apenas possui uma abundância de palavras nativas, mas também possui um grande número de palavras de origem chinesa. Muitas das palavras emprestadas do chinês se tornaram de tal modo parte da língua japonesa que não são mais percebidas como vindas de fora do Japão. A influência cultural da China pelos séculos foi tanta que muitas palavras utilizadas em contextos intelectuais ou filosóficos hoje possuem origem no chinês. Quando os conceitos ocidentais foram introduzidos no Japão no final do século XIX e no começo do século XX, eles foram traduzidos geralmente usando combinações dos caracteres chineses, e essas palavras representam uma significante gama do vocabulário intelectual utilizados no japonês moderno.A esses empréstimos também podem ser acrescentadas muitas palavras com origem no inglês e em outras línguas européias. Enquanto essa formação de palavras continua, tem sido comum o uso de palavras ocidentais como elas são originalmente, como por exemplo, “volunteer”, “newscaster”, e etc. O japonês também criou palavras pseudo-inglesas como “nighter”, para jogos noturnos, e “salaryman”, para empregados assalariados. Essa tendência tem apresentado crescimento nos últimos anos.
Embora o volume de palavras emprestadas seja em sua maioria por ‘importação’, um razoável número de palavras japonesas também passou a ser familiar em outras línguas. No inglês, por exemplo, nota-se a presença das seguintes palavras: anime, dojo, futon, gueixa, haiku, hara-kiri, judô, kaizen, kamikaze, karaokê, karate, kimono, manga, ninja, origami, ronin, sake, samurai, sashimi, sayonara, shogun, sudoku, sumo, sushi, tempura e tsunami.
Linguagem Honorífica
A língua japonesa desenvolveu um sistema inteiro de linguagem honorífica, chamada keigo, a qual é usada para demonstrar respeito ao interlocutor. Isso envolve diferentes níveis de discurso, e o falante proficiente de keigo possui uma ampla gama de palavras e expressões que pode se utilizado, simplesmente com o objetivo de produzir um maior grau de educação e respeito. Uma sentença simples poderia ser expressa em mais e 20 modos diferentes, dependendo do status do falante em relação ao seu interlocutor.A escolha do nível de polidez da linguagem apropriada pode ser bastante desafiadora, uma vez que o status relativo é determinado por uma complexa combinação de fatores, como status e posição social, idade, gênero, ou mesmo favores concedidos ou recebidos. Existe um nível mediano de linguagem que é utilizado quando duas pessoas se conhecem pela primeira vez e não estão cientes de suas origens, e quando sua posição social aparenta ser parecida (ou seja, sem visível diferente nas vestimentas ou modos). Em geral, as mulheres têm a tendência de falar utilizando um estilo mais educado que o homem, e a usar esse estilo em um número maior de circunstâncias.
Dominar o keigo não é uma tarefa simples, e alguns japoneses são mais proficientes do que outros. Um número quase incontável de termos honoríficos pode ser encontrado em várias partes do discurso (substantivos, adjetivos, verbos, e advérbios). Os termos de ‘exaltação’ são usados quando se referem ao interlocutor e às coisas diretamente associados a ele, como seus parentes, sua casa ou suas posses. Em contraste, existem termos de ‘humildade’, os quais são usados pelos falantes quando se referem a si ou às coisas relacionadas. É a distância gerada por esses modos contrastantes que expressa a atitude apropriada de respeito para com a pessoa a quem se dirige a palavra.
Nomes
Os japoneses têm nomes de família e nomes dados, usados nessa ordem. (Os jornais e revistas de língua inglesa no Japão, entretanto, geralmente apresentam os nomes na ordem comum às culturas ocidentais, com o nome dado em primeiro lugar). Quando se endereça a alguma pessoa, é comum o uso do san (o equivalente ao Sr., Sra., ou Srs.), logo após o nome da família. O sufixo chan é geralmente acrescentado aos nomes de crianças e aos nomes dados a amigos próximos. Outros títulos, como sensei para professor ou doutor, são também acrescentados como sufixos depois dos nomes de família.Os nomes dados e os seus caracteres chineses são escolhidos de acordo com os seus significados favoráveis e às associações alegres, com a esperança que o nome traga boa sorte à criança. Em 2010, o governo autorizou um total de 2.930 caracteres para uso em nomes dados.
Digitando Texto em Japonês
Para se digitar textos em japonês eram necessárias grandes máquinas. Em 1978, o primeiro sistema processador de palavras em japonês foi colocado a venda, permitindo à língua japonesa ser acrescida foneticamente por meio de um teclado. Quando as palavras em japonês são digitadas utilizando um software processador, ambos os modelos de escrita kana ou o alfabeto romano pode ser usado. O software editor IME disponibiliza opções fonéticas e permite o usuário selecionar os caracteres corretos.O uso de keitai (celulares) para enviar mensagens de texto via e-mail ou mensagens instantâneas se tornou muito popular no Japão, particularmente entre os jovens. A seleção dos caracteres nos teclados dos celulares se dá pressionando os botões várias vezes até se criar a sequência de kana desejada. Uma vez que o kana tenha sido digitado, eles podem ser convertidos em caracteres chineses se necessário. Nos programas de texto próprios dos computadores já existe a tendência de se tornar frequente o uso de abreviações, corrigir palavras truncadas, o uso de símbolos, e essa tendência foi levada também aos keitai. O japonês já possui sua série de símbolos e animações conhecidos como kaomoji (“caracteres com rosto”), e existem também muitos emoji gráficos (“caracteres com imagem”), os quais podem ser facilmente embutidos nas mensagens de texto dos celulares no lugar de palavras ou frases.
À medida que as crianças que cresceram se comunicando por meio de mensagens de texto curtas enviadas por celular ou PCs estão chegando à fase adulta e entrando no mercado de trabalho, eles estão transformando a maneira da língua japonesa ser escrita, na maioria das vezes para o desgosto dos mais velhos.
Hiragana
Katakana
Raízes Nativas e Influência Estrangeira
Santuário Aramatsuri no Miya, ou Santuário Ise
O mais importante de todos os santuários, o Ise foi dedicado a deusa sol Amaterasu, que alguns acreditam ser a ancestral da família imperial
A história da religião no Japão é marcada por um longo processo de influências e de tradições religiosas. Em contraste com a Europa, onde o Cristianismo suplantou as tradições pagãs locais, a religião local Xintoísmo continuou como parte da vida das pessoas desde os tempos mais antigos até a organização do Estado nos tempos modernos.
Quando o Budismo foi introduzido no Japão no século VI, as crenças Xintoístas e Budistas começaram a interagir. E essa é a característica definidora da religião japonesa. O maior exemplo dessa interação é a teoria de honji suijaku, na qual o kami Xintoísta foi visto como a encarnação de divindades Budistas.
O Confucionismo e o Taoísmo são duas outras religiões “importadas” que desempenharam um importante papel na sociedade japonesa por um período de mais de mil anos. Os preceitos confucionistas tiveram uma influência maior sobre a ética e a filosofia japonesa, no período da formação do Estado (nos séculos VI e IX), e novamente no período Edo (1600 – 1868). Com uma influência não tanto marcante como a do Confucionismo, o Taoísmo no Japão pode ser percebido no uso do horóscopo chinês e em crenças populares como nas adivinhações ou nas ‘direções auspiciosas’.
Xintoísmo
Casamento Xintoísta
A celebração do casamento no estilo Xintoísta ainda é comum
A palavra ‘Xintoísmo’, a qual é geralmente traduzida com “o caminho dos deuses”, é escrita com dois caracteres chineses. O primeiro caractere, que é pronunciado como kami isoladamente, significa ‘deus’, ‘divindade’, ou ‘poder divino’, e o segundo caractere significa ‘caminho’ ou ‘trilha’. Com a introdução do sistema de arrozais durante o período Yayoi (300 a.C a 300 d.C.), os rituais agrícolas e festivais que posteriormente se tornaram parte do Xintoísmo começaram a se desenvolver.
Embora a palavra kami possa ser usada para se referir a um único ‘deus’, ela também pode ser usada no coletivo para designar uma miríade de ‘deuses’ os quais têm sido o objeto central do culto no Japão desde o período Yayoi. Os kami são parte de todas as formas de vida e se manifesta em diversas formas. Existem kami na natureza que residem em rochas sagradas, árvores, montanhas, e em outros fenômenos naturais. Existe um clã de kami chamado ujigami, que foi originalmente formado por deidades tutoras de clãs específicos, que geralmente é um ancestral do clã que foi deificado. Existe o ta no kami, ou deus dos arrozais, o qual é adorado durante o tempo das plantações e nos festivais das colheitas. E existe o ikigami, que são deidades humanas. Os kami que mais se assemelha com os deuses segundo o padrão ocidental são as divindades celestiais que residem no Takamagahara (Alto Plano Celestial). Eles são dirigidos por Amaterasu Omikami, a divindade que é venerada no Santuário Ise, o principal santuário Xintoísta. Em parte como uma resposta a chegada das doutrinas bem estruturadas do Budismo no Japão no século VI, a atuante, porém desorganizada crença nativa, foi gradativamente sistematizada no Xintoísmo. O desejo de impor uma linhagem imperial legítima sob o fundamento religioso e mitológico levou à compilação do Kojiki (Compilação dos Assuntos Antigos) e do Nihon shoki (crônicas do Japão), em 712 e 720, respectivamente. Ao traçar a linhagem imperial até a era dos deuses, esses livros ensinam como os kami Izanagi e Izanami formaram as ilhas japonesas e os deuses principais Amaterasu Omikami (deusa do sol), Tsukuyomi no Mikoto (deus da lua), e Susano no Mikoto (deus das tempestades). Acredita-se que o tataraneto de Amaterasu Omikami foi o imperador Jimmu, o lendário primeiro soberano do Japão.
A ausência de escritos sagrados no Xintoísmo reflete na falta de mandamentos morais religiosos. Em contrapartida, o Xintoísmo enfatiza a pureza no ritual e a purificação daqueles que lidam com os kami.
Budismo
Originário na Índia por volta do século V a.C., o Budismo se espalhou pela China nos séculos II e III d.C., e finalmente chegou ao Japão via Coréia no século VI, quando o rei de Paekche enviou uma estátua do Buda e cópias das suras ao imperador japonês. O Budismo se espalhou rapidamente entre as classes altas por causa da influência da família pró-budista Soga em sua luta contra as facções anti-budistas. O príncipe Shotoku (574-622), que deu apoio imperial à construção de templos como o Horyuji (atualmente na província de Nara), é considerado o fundador do Budismo no Japão.O imperador Shomu (701-756) adotou o Budismo como religião oficial do Estado e construiu o templo Todaiji em Nara e sua grande estátua do Buda. Entretanto, a coexistência do Budismo com o Xintoísmo continuou. Responsável por promover rituais que promoviam o bem-estar nacional, as seis seitas Nara, que dominavam o Budismo naquele tempo, eram primeiramente acadêmicas e tinham pouca influência sobre a população em geral. No início do período Heian (774-1185), a seita Tendai foi introduzida no Japão pelo sacerdote Saicho (767-822) e a seita Shingon foi introduzida por Kukai (774-835), o qual é também conhecido como Kobo Daishi. Essas duas seitas esotéricas vieram a ser as mais importantes seitas na corte imperial.
No período Kamakura (1185-1333), dois grandes acontecimentos ocorreram no Budismo no Japão. O primeiro foi o estabelecimento da escola Zen por Eisai (1141-1215), fundador da seita Rinzai, e posteriormente modificada por Dogen (1200-1253), fundador da seita Soto. O Zen encontrou um público receptivo na elite guerreira de seu tempo devido à sua praticidade e ênfase na autodisciplina e meditação. A prática Zen utiliza a meditação sentada, conhecida como zanzen, enigmas conhecidos como koan, como meios para se alcançar a iluminação (satori). A principal diferença entre as duas seitas é que os locais Rinzai Zen são muito mais importantes para a prática koan que no Soto Zen.
O segundo acontecimento importante foi o rápido crescimento das seitas do Budismo popular entre as pessoas comuns. Isso inclui as seitas da Terra Pura, que ensinam que o canto do nome do Buda Amida é o melhor caminho para receber um renascimento no Paraíso de Amida, e também a seita Nichiren, que enfatiza o canto da Sura de Lotus.
No período Edo (1600-1868), o xogunato Tokugawa solicitou que todas as pessoas fossem filiadas a um templo Budista como parte do seu esforço de manter a população longe do Cristianismo. Essa medida assegurou uma grande base de membros nos templos, porém não contribuiu para a vitalidade do Budismo como uma religião viva. No princípio do período Meiji (1868-1912), esse sistema entrou em colapso por meio de ondas de sentimento anti-budismo estimuladas pelo desejo do governo de eliminar a influência do Budismo dos santuários Xintoístas e fazer do Xintoísmo a religião oficial do Estado. Como resposta a isso e à mudança do ambiente social da era moderna, o Budismo passou a se esforçar para redefinir o seu papel no Japão.
A cerimônia Budista contempla a oração pelo repouso das almas
Cristianismo
O Cristianismo no Japão pode ser claramente dividido em três períodos: o encontro inicial com o Cristianismo, que começou no século XVI; a reintrodução do Cristianismo, depois de mais de 200 anos de isolamento nacional finalizado no século XIX; e o período logo após a II Guerra Mundial.Introdução e perseguição
O missionário jesuíta Francis Xavier desembarcou em Kagoshima em agosto de 1549. As atividades do missionário jesuíta estavam centradas no Kyushu, a parte mais ao sul das quatro ilhas principais japonesas e, por volta do ano 1579, seis daimyo (senhores militares regionais) tinham sido convertidos e havia aproximadamente 100 mil cristãos. Os esforços dos jesuítas foram tratados em princípio com benevolência pelo líder militar Oda Nobunaga e inicialmente pelo comandante militar Toyotomi Hideyoshi. Provavelmente em reação a sua crescente influência em Kyushu, entretanto, Hideyoshi posteriormente se voltou contra o Cristianismo, crucificando 26 cristãos em Nagazaki em 1597. Após ele se tornar de fato o mandante no Japão, em 1600, Tokugawa inicialmente tolerou os missionários, mas, em 1614, o governo de Tokugawa proibiu o Cristianismo e expulsou os missionários do Japão. Naquele momento existiam mais de 300 mil cristãos japoneses. É estimado que aproximadamente 3 mil tenham sido executados, e um grande número renunciou a sua fé com o resultado das perseguições. Muitos outros conciliaram suas crenças mantendo sua fé em segredo.Reintrodução
Após o Japão ter abandonado a sua política de isolamento, os missionários estrangeiros voltaram em 1859, embora eles não fossem permitidos evangelizar abertamente até 1873. Durante esse período mais de 30 mil cristãos ‘ocultos’ se declararam abertamente; eles pertenciam a grupos que se reuniam para reuniões clandestinas durante mais de 200 anos de perseguição.Missionários católicos e protestantes passaram a ser mais ativos a partir dessa época e, embora o número de convertidos tenha sido relativamente pequeno, os cristãos influenciaram na educação e no movimento de união comercial. O crescimento do nacionalismo e a promoção da afiliação aos templos Xintoístas como dever patriótico fizeram que os anos de 1930 fossem difíceis para muitos cristãos.
Após a II Guerra Mundial
As atividades cristãs logo após o período
pós-guerra teve o auxílio das autoridades da ocupação, mas pequenos
avanços foram observados. Em 2006, os cristãos somavam 3,03 milhões de
pessoas, o que representa menos de 2,4 % da população.Apesar da crescente popularidade das cerimônias de casamento no estilo cristão, o Cristianismo no Japão é ainda considerado por muitos japoneses como religião de estrangeiros. Como o conhecimento e interesse pelo Cristianismo têm crescido nos últimos anos as pessoas certamente estão um pouco mais familiarizadas com a religião. Essa familiaridade, entretanto, não foi traduzida em um aumento no número de adeptos. Uma razão possível para esse baixo crescimento é que a ênfase na crença exclusiva no Deus cristão requer um forte compromisso em renunciar ao politeísmo mais brando do Xintoísmo e do Budismo japonês.
Religião no Japão Hoje
Principais correntes do Xintoísmo e do Budismo
A urbanização afastou muitos japoneses dos seus
laços familiares com templos específicos do Budismo e do Xintoísmo.
Ainda assim, muitas pessoas se consideram tanto xintoístas como
budistas. Sacerdote budista em um treinamento asceta
Um sacerdote com seu chapéu de palha assentado em meditação e oração pelas almas
(Foto cortesia da AFLO)
A estatística da Agência de Assuntos Culturais para 2006 mostra a membresia combinada de ambas as religiões em 196 milhões, cerca de 53% a mais do que o total da população do Japão. No sentimento religioso da maioria dos japoneses o Xintoísmo e o Budismo podem coexistir pacificamente sem conflito. Para uma pessoa comum, entretanto, a filiação religiosa não se traduz em uma frequência regular aos cultos. A maioria das pessoas visita os santuários e templos como parte dos eventos anuais e rituais de passagem mais marcantes.
Esses eventos anuais incluem os festivais do santuário e do templo, a primeira visita ao templo ou ao santuário do ano (hatsumode), e a visita ao túmulo da família durante o Festival Bom. Rituais comemorando os estágios da vida das pessoas incluem a primeira visita a um santuário pelo recém-nascido (miyamairi), o Festival do Santuário Shichi-go-san para os meninos de três e cinco anos e para as meninas de três e sete anos, a cerimônia de casamento Xintoísta, e o funeral budista.
Novas Religiões
O desenvolvimento mais notável da religião no Japão
no século XX foi o rápido crescimento de novas religiões. Os
ensinamentos dessas novas religiões se alinharam com uma ampla gama de
tradições prévias, incluindo aspectos do Shito, Budismo, Confucionismo,
Taoísmo religiões populares e Xamanismo. Os fundadores das novas
religiões são geralmente reverenciados como deidades vivas (ikigami). Uma das atrações das novas religiões para muitos é o senso de comunidade que elas dão às pessoas que perderam o apoio mental e espiritual que historicamente era dado pelos familiares, comunidade local ou pelas religiões tradicionais.
Kamidana
Um santuário em miniatura para adoração das divindades no lar
Os aspectos perigosos que o forte controle das novas religiões exerce sobre seus fiéis têm estado sob maior vigilância após o ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em março de 1995. O atentado matou 12 pessoas e feriu mais de 100. Esse ataque foi realizado pelo grupo religioso Aum Shinrikyo.
Instituições Religiosas no Japão
| Xintoísmo |
Budismo |
Cristianismo |
Outras |
|
| Santuários, templos, igrejas, outras organizações | 88,788 |
85,994 | 9,330 | 39,858 |
| Religiosos (sacerdotes, ministros, etc.) | 78,890 |
313,659 | 32,036 | 223,831 |
| Membros | 106,817,669 |
89,177,769 | 3,032,239 | 9,817,752 |
Arte
Um Legado com Mais de Dois Milênios
Pintura em rolos
Pintura em rolo kasugashinkozu
Diversos fatores têm contribuído para o desenvolvimento da arte japonesa. Tanto tecnologicamente como esteticamente, ela tem sido influenciada por muitos séculos pelos estilos e cultura chinesa, alguns dos quais chegaram via Coréia. Mais recentemente, as técnicas ocidentais e seus valores artísticos também causaram algum impacto.
Entretanto, o que surgiu a partir dessa história de idéias assimiladas e de know-how das outras culturas se tornou uma expressão peculiar de arte que é única no Japão.
Tempos Antigos
Os primeiros habitantes do Japão, o povo Jomon (10.000 a.C a 300 d.C), moldavam figuras em barro chamadas dogu, muitas das quais representavam mulheres. Em seguida, o povo Yayoi (aproximadamente 300 a.C a 300 d.C.), cujo núcleo era constituído de outro grupo de imigrantes, produzia armas e sinos feitos de bronze, além de cerâmicas feitas ao fogo. Os artefatos típicos do período que se seguiu, o Kofun (300 d.C a 710 d.C), eram os espelhos de bronze e esculturas de barro chamados de haniwa, os quais eram erigidos do lado de fora dos túmulos.As figuras simples de vara desenhadas em dotaku, os sinos produzidos no período Yayoi, assim como os murais que adornavam as paredes dentro das tumbas durante o período Kofun, representam as origens da pintura japonesa.
Pintura a tinta
A influência do Budismo e da China
A pintura começou a se estabelecer no século VI, quando a classe dominante começou a se interessar pelo Budismo e pela cultura budista, a qual chegou da China via Coréia. Algumas pinturas preservadas dos séculos VII e VIII eram inspiradas em estilos que foram desenvolvidos na China no período final das Seis Dinastias (222-589). Elas ilustram a vida do Buda e retratam outras deidades do Budismo. Após o século X, a pintura começou a ser influenciada pelo Jodo Shinko (Budismo da Terra Pura).Com o ímpeto da classe dominante, os templos e monastérios foram construídos em várias regiões a partir dos séculos VI e VII. Exemplos notáveis são Asukadera, Shintennoji, e Horyuji. No interior desses templos, especialmente na entrada e nas capelas, uma grande quantidade de arte budista foi requisitada. Os murais no Horyuji Kondo (Hall Dourado) são algumas das pinturas mais importantes do período. Podemos observar também esculturas representando vários Budas, Bodhisattvas, e deidades guardiãs nesses templos. A primeira delas é a Trindade Shaka, uma escultura que fica em Horyuji. Em meados do período Heian (794-1185), um estilo próprio japonês, chamado yamato-e, começou a substituir o estilo chinês de pintura. Yamato-e enfeita o cenário ao redor de Kyoto, e o seu exemplo mais antigo pode ser visto em telas dobráveis. Juntamente com esse estilo novo e nativo, surgiram dois novos formatos de pintura: o álbum com folhas e os rolos ilustrados, chamados de emaki. “O Conto dos Rolos Genji” (1120) é o emaki mais famoso.
No final do século XII, embora o poder tenha se transferido notoriamente da nobreza para a classe dos samurais, a nobreza, assim com os administradores dos santuários e templos, continuaram a reter grande prosperidade e seguiram como patronos de vários gêneros de arte. O período Kamakura (1185-1333), cujo nome foi dado em função do local onde o governo foi estabelecido, é caracterizado por duas grandes tendências: realismo, que tinha o objetivo satisfazer o gosto da classe dos samurais, e conservadorismo, que resumia o gosto da nobreza com relação à arte.
O realismo foi mais manifestado na forma de escultura. Inkei, o mais notável escultor da escola Kei (criadores do estilo de escultura realística), possui dentre os seus trabalhos mais destacados as duas imagens de guardiões Nio, no templo de Todaiji, e as esculturas em madeira dos dois sábios indianos, Muchaku e Seshin, em Kofukuji.
O Budismo Zen, o qual se espalhou no século XIII, introduziu a arquitetura e os trabalhos artísticos significantemente de forma distinta dos trabalhos das outras seitas. No século XIV, a pintura em rolos deu lugar às pinturas com tinta, a qual se estabeleceu nos proeminentes monastérios Zen de Kamakura e Kyoto. Os pintores Zen – e principalmente, seus patronos – mostraram preferência por um austero estilo monocromático, como os estilos introduzidos por Sung (960-1279) e Yuan (1279-1368) da China. No final do século XV, os pintores Zen e seus patronos em Kyoto desenvolveram uma preferência por pinturas de paisagens monocromáticas, chamadas de suibokuga. Entre esses pintores Zen estava Sesshu, um sacerdote que esteve na China e estudou as pinturas daquele país.
A pintura no final do século XVI foi dominada pela escola Kano, a qual se valeu do retorno dos poderosos soberanos como Oda Nobunaga. Predominou um estilo policromático que desejava dar o máximo de efeito nas telas e muros. A figura que mais se destacou nessa escola foi Kano Eitoku. A escola Kano continuou expandindo a sua influência e conseguiu estabelecer-se como academia de pintura no xogunato Tokugawa. Ogata Korin, que estava em atividade em meados do período Edo, foi também um celebrado pintor Kano, famoso por sua composição inteligente e design singular.
Gravura Ukiyo-e
Gravura Ukiyo-e de Utagawa Hiroshige
Tokaido gojusan ji: Nihonbashi (As 53 Estações de Tokaido: Nihonbashi)
O Período Edo (1603-1868)
O xogunato Tokugawa chegou ao poder em 1603, trazendo paz e estabilidade ao Japão, tanto na economia como na política. Como os comerciantes em Edo (antiga Tóquio) e Kyoto se tornaram cada vez mais prósperos sob esse regime, eles começaram também a controlar as atividades culturais.As pinturas do período chamado Kan’ei (1624-1644) retratavam pessoas de todas as classes da sociedade que se reuniam em uma área de entretenimento próxima ao rio Kamagawa em Kyoto. Áreas similares existiam em Osaka e Edo, onde o estilo de vida mais desinibido do ukiyo (mundo flutuante) efervescia, e que posteriormente veio a ser retratada pelo gênero de arte conhecido como ukiyo-e. Esse estilo de arte, que frequentemente destacava bordéis e teatros, ganhou popularidade pelo país. Primeiramente era produzido por pinturas, mas a partir do começo do século XVIII a arte ukiyo-e passou a ser comumente retratada por xilogravuras.
Entre os primeiros tipos de ukiyo-e impressos estavam manuais sobre sexo chamados de shunga (imagens pornográficas). Esses livros ou álbuns mostravam cenas explícitas de sexo. Existiam ainda livros com imagens e comentários das principais prostitutas daquele tempo, geralmente envolvidas em atividades corriqueiras como lavando os seus cabelos. Eram as suas poses ou o cair de seus kimonos que representavam o foco dessas cenas.
Ao final do século, o principal centro das atividades ukiyo-e tinha se mudado das regiões de Kyoto-Osaka para Edo, onde retratos de atores de kabuki passaram a ser o tema dominante. O público também demonstrava grande simpatia pelo ukiyo-e por causa das suas belas mulheres.
Ao final do século XVIII, ukiyo-e atingiu o seu período de ouro. A beleza feminina, e de preferência as mulheres altas e graciosas, que apareciam no trabalho de Tori Kiyonaga, foi um tema dominante nos anos 1780. Após 1790 ocorreu uma rápida sucessão de novos estilos, e introduziu artistas que têm seus nomes conhecidos até os dias de hoje: Kitagawa Utamaro, Toshusai Sharaku, Katsushika Hokusai, Ando Hiroshige, e Utagawa Kuniyoshi, para listar apenas alguns.
Para alguns artistas ocidentais, incluindo os maiores artistas da Europa do final do século XIX, ukiyo-e foi mais do que meramente uma forma de arte exótica. Artistas como Edgar Degas e Vicent Van Gogh foram influenciados pelo estilo de composição, perspectivas, e uso da cor do ukiyo-e. O freqüente uso de temas da natureza, o que era raro na arte ocidental, ampliou a gama de seleção de temas para os pintores. Emile Gale, um artista francês e designer de vidros, usou esqueletos de peixe Hokusai para a decoração de seus vasos.
Com a chegada do período Meiji (1868-1912) e a sua política de ocidentalização, o ukiyo-e, que tinha sempre sido associado à forma de cultura da qual extraia seus próprios temas, começou a desaparecer rapidamente.
Enquanto isso, a pintura européia influenciava um crescente número de pintores japoneses no final do período Edo. Os principais artistas como Maruyama Okyo, Matsumura Goshun, e Ito Jakuchu combinavam elementos japoneses, chineses e estilos ocidentais.
Tempos Modernos
A cultura no Japão adentrou em um período dramático de transformação durante o período Meiji, quando as tecnologias ocidentais e conceitos de governo começaram a ser estudas e, quando apropriado, adotados para o bem da nação. No processo dessa modernização, o estilo ocidental de pintura recebeu aprovação oficial, o que levou o governo a enviar muitos pintores para o exterior para estudarem.Após algumas décadas de rivalidade entre o estilo tradicional japonês e o novo estilo ocidental de pintura, no período Taisho (1912-1926) a influência ocidental se expandiu largamente.
Pintores como Umehara Ryuzaburro e Yasui Sotaro estudaram e promoveram os estilos de Paul Cezanne, Pierre Auguste Renoir, e Camile Pissarro.
No período do pré-guerra, entretanto, Yasui e Umehara abandonaram a maior parte dos elementos de influência ocidental das pinturas no Japão. Umehara se destacou por ter trazido elementos do estilo japonês, uma inovação inversa que encorajou outros pintores de estilo ocidental do Japão a se tornarem mais interpretativos.
A modernização da pintura japonesa continuou sob a condução de Yasuda Yukihiko e de Kobayashi Kokei. Outros pintores tentaram fomentar o estilo japonês de pintura ao adotarem temas populares e realizando exibições mais frequentemente.
Foi no começo do século XX que surgiu um interesse autêntico nas esculturas ocidentais, quando alguns artistas retornavam ao Japão após terem estudado fora. Os representantes desses escultores foram Ogiwara Morie, que introduziu o estilo de Auguste Rodin e se tornou pioneiro na modernização da escultura no Japão. Outro escultor de influência foi Takamura Kotaro, além de também ser grande poeta, traduziu as perspectivas de Rodin em arte.
Após os improdutivos anos do pós-guerra, a arte no Japão rapidamente retomou a sua originalidade. As tendências artísticas ocidentais, após a guerra, encontraram uma rápida recepção no Japão, incluindo elementos da arte pop e op, estrutura primária, arte mínima, arte cinética e assemblage.
Tendo extraído tradicionalmente inspiração para sua arte a partir de outras culturas, os artistas japoneses estão encontrando sua própria expressão como criadores originais e contribuindo para a comunidade artística mundial. Para mencionar uma dupla: Okamoto Taro, que exibiu seus trabalhos na Bienal de São Paulo em 1953 e na Bienal de Viena em 1954, e criou o símbolo da exposição internacional de Osaka em 1970, Taiyo no To (Torre do Sol); e Ikeda Masuo, que publicou muitos trabalhos repletos de erotismo e ironia, e que alcançou fama mundial. Ikeda também recebeu o Grand Prix em 1966 na Bienal de Veneza. Além deles, Hirayama Ikuo é respeitado por retratar com fantasia a paisagens Silk Road. Iwasaki Chihiro, que pinta quadros de crianças, é muito aclamado por seus retratos. A maioria de suas figuras foi pintada para livros de ilustração, e esses livros foram publicados em mais de 10 países.
O Primeiro País-Sede das Olimpíadas na Ásia
Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio de 1964
Cerca de 5.500 atletas de 94 países competiram em 20 modalidades nessas olimpíadas
Introdução
O Japão tem sido um entusiasta dos Jogos Olímpicos desde as 5as. Olimpíadas, realizadas em Estocolmo, em 1912. Embora Tóquio tenha sido promovida com grande expectativa como a sede dos Jogos de 1940, essas Olimpíadas foram canceladas em decorrência da Segunda Guerra Mundial. Os Jogos Olímpicos de 1964 (Tóquio) e as Olimpíadas de Inverno de 1972 (Sapporo) foram, respectivamente, a primeira vez que a Ásia sediou os jogos olímpicos de verão e de inverno. As Olimpíadas de Inverno de Nagano de 1998 marcaram a terceira vez que o Japão sediou uma competição olímpica.História
Seguindo as reivindicações do atleta judoca Jigoro Kano, o Comitê Olímpico Japonês – JOC (Japanese Olympic Committee) foi estabelecido em 1911. Dois atletas foram enviados para participar das 5as. Olimpíadas em Estocolmo no ano seguinte. Os dois primeiros japoneses a participarem como membros da delegação nacional do Japão foram Yahiko Mishima, um corredor da modalidade sprint, e Shizo Kanakuri, um corredor de longa distância.Embora os jogos seguintes estivessem marcados para acontecer em 1916, eles foram cancelados em decorrência da Primeira Guerra Mundial. Nos Jogos de Antwerp de 1920, o Japão organizou uma delegação de 15 pessoas e ganhou suas primeiras medalhas: um par de medalhas de prata no tênis individual e duplo.
Nos Jogos de Amsterdã de 1928, o Japão ganhou suas duas primeiras medalhas de ouro, em atletismo e natação. A atleta Hitomi Kinue se tornou a primeira mulher a se juntar à delegação olímpica japonesa. Ela recebeu uma medalha de prata na corrida de 800 metros e seu sucesso encorajou mais mulheres a disputarem esportes competitivos.
Uma delegação de 131 membros representou o Japão nos Jogos de Los Angeles de 1932, incluindo 16 mulheres. Os atletas japoneses ganharam um total de 7 medalhas de ouro, 7 de prata e 4 de bronze em atletismo, natação, hipismo e hóquei em campo.
Nos Jogos de Berlim de 1936, o Japão enviou uma das maiores delegações de sua história: 179 atletas, incluindo 17 mulheres. As partidas foram transmitidas ao vivo via rádio através da Empresa Japonesa de Transmissão – NHK (Nippon Hoso Kyokai), e os entusiastas do esporte acompanharam as conquistas dos atletas sintonizados no rádio até tarde da noite (devido às diferenças de horário entre o Japão e a Europa). Em Berlim, a nadadora Hideko Maehata se tornou a primeira mulher japonesa a ganhar medalha de ouro em uma competição olímpica depois de ganhar nos 200 metros de nado peito.
Em fevereiro de 1936, o Comitê Olímpico Internacional (COI) escolheu Tóquio e Sapporo como as sedes das Olimpíadas de Verão e de Inverno respectivamente, que seriam realizadas em 1940. Contudo, os Jogos Olímpicos de Tóquio foram cancelados devido à Segunda Guerra Mundial. Os Jogos Olímpicos de Londres de 1944 também foram suspensos pelo mesmo motivo, sendo realizados somente em 1948.
O Japão não foi convidado a participar dos Jogos de 1948 em Londres, mas foi readmitido ao Comitê Olímpico Internacional em 1951, e enviou uma equipe de 72 atletas para os Jogos de 1952 em Helsinki. Uma delegação de 100 homens e 16 mulheres viajou para Melbourne em 1956 e ganhou um total de 19 medalhas, incluindo 4 de ouro.
Em 1960, o Japão organizou uma grande equipe de 147 homens e 20 mulheres para participar das Olimpíadas de Roma. Na cerimônia de encerramento, os atletas dos 84 países participantes foram relembrados que dentro de quatro anos se encontrariam novamente em Tóquio.
Os Jogos de Tóquio e Posteriormente
Em 1952, terminou a ocupação militar pós-guerra do Japão, e o país enviou sua candidatura ao COI para que Tóquio fosse a sede das 17as. Olimpíadas, que seriam realizadas em 1960. A cidade vencedora foi Roma, mas o Japão não perdeu sua determinação. Em outubro de 1955, a Legislatura Metropolitana de Tóquio aprovou a decisão de enviar uma nova candidatura para sediar as 18as. Olimpíadas, em 1964.Uma delegação japonesa visitou Munique, na Alemanha, para a 55a. reunião do COI. O Japão tinha grandes expectativas de ganhar o direito de sediar os jogos e preparou uma campanha agressiva para tomar os votos das outras duas cidades rivais de Detroit e Viena. Por fim, em 26 de março de 1960, os delegados do COI levaram a questão a voto.
Para o Japão, sediar as 18as. Olimpíadas em outubro de 1964 era um evento histórico que significava o fim do período de reconstrução pós-guerra e enfatizava o alto crescimento econômico do Japão. Durante os cinco anos que antecederam 1964, os preparativos para os jogos literalmente transformaram a aparência de Tóquio. As estradas da cidade e dos subúrbios foram ampliadas, uma grande Vila Olímpica foi erguida em Yoyogi, e a NHK construiu um novo centro de transmissão nas proximidades para cobrir o evento. Estima-se que o custo total dos preparativos para o evento tenha sido o maior da história das Olimpíadas.
Mas provavelmente o maior projeto associado com os Jogos Olímpicos seja o trem-bala Shinkansen – considerado o mais rápido do mundo – que começou a funcionar entre Tóquio e Osaka em 1º de outubro, nove dias antes do início dos jogos.
As Olimpíadas de Tóquio atraíram mais de 5.500 participantes de 94 países. Dezesseis delegações nacionais, principalmente de países em desenvolvimento, participaram dos Jogos pela primeira vez. A cerimônia de abertura, em 10 de outubro, registrou uma audiência de 87,4% dos televisores.
Como nação sede, o Japão enviou a maior delegação já organizada: 296 homens e 61 mulheres. Incentivados pelos gritos de motivação de seus compatriotas, os atletas japoneses conseguiram medalhas no boxe, ginástica, luta, atletismo, levantamento de peso e tiro. Um dos momentos mais emocionantes dos jogos foi no vôlei feminino, quando a equipe japonesa ganhou um jogo difícil contra a União Soviética para ganhar a medalha de ouro.
Também nas Olimpíadas de Tóquio, um esporte nativo do Japão, o judô, foi admitido como modalidade olímpica (apenas masculino) pela primeira vez. Os atletas japoneses ganharam medalhas de ouro em todas as divisões de peso, exceto na ilimitada, onde os holandeses venceram.
Os Jogos de Tóquio registraram o estabelecimento de 47 novos recordes mundiais e 111 recordes olímpicos. As 16 medalhas de ouro, 5 de prata e 8 de bronze conquistadas pela delegação japonesa marcaram seu melhor desempenho olímpico na história, colocando o Japão em terceiro lugar no ranking geral de medalhas, atrás dos Estados Unidos e da União Soviética.
Ryoko Tani
A judoca Ryoko Tani ganhou uma medalha de ouro tanto nas Olimpíadas de Sydney de 2000 como nas Olimpíadas de Atenas de 2004. Ela também ganhou uma medalha de bronze nos Jogos de Pequim de 2008.
Atletas Japoneses nas Olimpíadas de Verão
O Japão se destacou no judô masculino olímpico desde os Jogos de Munique em 1972, tendo ganhado medalhas de ouro em todas as competições olímpicas desde então. Nos Jogos Olímpicos de Atenas de 2004, Nomura Tadahiro, um judoca da categoria 60 kg masculino, conseguiu sua terceira medalha de ouro consecutiva. Os homens japoneses também levaram o ouro na categoria acima de 100 kg (a categoria mais pesada) por duas olimpíadas consecutivas, com a vitória de Keiji Suzuki em Atenas e de Satoshi Ishii nos Jogos de Pequim de 2008. As mulheres japonesas também tiveram um bom desempenho no judô desde os Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992, quando a modalidade feminina estreou como esporte olímpico oficial. A judoca Ryoko Tani conquistou medalhas por cinco Olimpíadas seguidas, dos Jogos de Barcelona até os Jogos de Pequim, incluindo a segunda medalha de ouro consecutiva na categoria de 48 kg que ela conquistou em Atenas.A equipe olímpica masculina de ginástica artística ganhou medalhas de ouro em cinco competições olímpicas consecutivas até as Olimpíadas de Montreal de 1976 e, desde então, a equipe também conquistou o ouro em Atenas e a prata em Pequim. Nos Jogos de Pequim, o ginasta japonês Kohei Uchimura ganhou uma medalha de prata na modalidade AA (all-around) individual de ginástica artística masculina.
Nas modalidades de natação, seis nadadores japoneses ganharam medalhas de ouro desde os Jogos de Munique. Iwasaki Kyoko ganhou a medalha de ouro nos 200 metros feminino de nado peito nos Jogos de Barcelona quando tinha apenas 14 anos de idade, sendo a medalhista de ouro mais jovem da história das competições olímpicas de natação. Além disso, Kitajima Kosuke ganhou medalhas de ouro consecutivas nas modalidades 100 metros e 200 metros masculino de nado peito nos Jogos de Atenas e de Pequim.
Na categoria atletismo, a maratona em particular tem sido fonte de várias medalhas para os atletas japoneses. Takahashi Naoko ganhou a maratona feminina nos Jogos Olímpicos de Sydney e Noguchi Mizuki levou o ouro na mesma modalidade em Atenas. No lançamento de martelo masculino, Murofushi Koji ganhou medalha de ouro nas Olimpíadas de Atenas.
As equipes japonesas também ganharam medalhas de ouro nos esportes com bola, incluindo no vôlei masculino em Munique, no vôlei feminino em Montreal e na competição de softball (apenas feminino) em Pequim. A equipe masculina de futebol também ganhou medalha de bronze nas Olimpíadas da Cidade do México de 1968, quando Kunishige Kamamoto foi o artilheiro do torneio.
Em outros esportes, o Japão ganhou uma medalha de prata e uma de bronze nas Olimpíadas de Pequim nas modalidades de luta masculina, marcando 14 Olimpíadas consecutivas nas quais os lutadores japoneses ganharam uma medalha, desde as Olimpíadas de Helsinki. Na luta feminina, que se tornou modalidade oficial desde os Jogos de Atenas, as lutadoras Saori Yoshida e Kaori Icho ganharam medalhas de ouro consecutivas nos Jogos de Atenas e Pequim em suas modalidades de 55 kg e 63 kg respectivamente. As lutadoras japonesas já ganharam medalhas em todas as modalidades de peso.
Mao Asada
Nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, em Vancouver, Mao Asada ganhou a medalha de prata na patinação feminina
As Olimpíadas de Inverno
A primeira delegação japonesa nas Olimpíadas de Inverno estreou na segunda edição do evento, realizada em St. Moritz, Suíça, em 1928. A primeira delegação a ter um membro do sexo feminino apareceu em 1936 nas Olimpíadas de Inverno de Garmisch-Partenkirchen, Alemanha. Desde então, o Japão tem participado das Olimpíadas de Inverno todos os anos, exceto nos Jogos de Oslo em 1948. Em 1956, Chiharu Igaya alcançou a segunda posição no slalom em Cortina d'Ampezzo, Itália. Foi a primeira medalha conquistada pelo Japão na história das Olimpíadas de Inverno.A cidade de Sapporo, em Hokkaido, ganhou a competição para sediar as 11as. Olimpíadas de Inverno em fevereiro de 1972. Esses Jogos atraíram 1.128 atletas de 35 países. Os Jogos de Sapporo também marcaram a primeira vez que um atleta japonês conquistou uma medalha de ouro nos Jogos de Inverno, com Kasaya Yukio conquistando o primeiro lugar no salto de 70 metros com ski.
Jogos de Nagano
Os Jogos de Nagano aconteceram de 7 a 22 de fevereiro de 1998. Os locais de competição, além da cidade principal de Nagano, também incluíram famosos resorts de esportes de inverno como Shiga Kogen, Hakuba, Karuizawa e Nozawa Onsen.Coincidindo com os Jogos de Inverno, Nagano também sediou a 107ª Reunião da Assembleia-Geral do COI.
Os Jogos de Nagano foram as últimas Olimpíadas de Inverno sediadas no século XX. Setenta e dois países e distritos participaram, com 2.302 atletas competindo em 68 modalidades. As seguintes modalidades também estrearam como oficiais: slalom e snowboarding halfpipe, hóquei no gelo feminino (com participação de equipes do Canadá, Estados Unidos, Finlândia, China, Suécia e Japão), e curling.
Um dos objetivos claros dos Jogos de Nagano era o da “coexistência com a beleza natural e seus recursos”. Em consistência com esse objetivo, novas obras foram evitadas ao máximo e diversas estratégias foram utilizadas para a reciclagem de recursos.
Nas 7as. Paraolimpíadas de Inverno de Nagano de 5 a 14 de março, imediatamente depois dos Jogos Olímpicos, 580 atletas de 32 países e distritos competiram em 34 modalidades.
Atletas Japoneses nos Jogos de Inverno
Nos Jogos de Nagano, os atletas japoneses tiveram grande destaque, incluindo na medalha de ouro conquistada pelo saltador de esqui Kazuyoshi Funaki na modalidade large hill e na medalha de ouro conquistada pela equipe japonesa de salto com esqui na mesma modalidade.A modalidade 500 metros masculino de patinação de velocidade foi um grande sucesso para os atletas olímpicos japoneses. Desde os Jogos de Inverno de Sarajevo de 1984, o Japão ganhou um total de nove medalhas na modalidade, incluindo o ouro conquistado por Hiroyasu Shimizu nos Jogos de Nagano, e as medalhas de prata e bronze conquistada respectivamente por Keiichiro Nagashima e Joji Kato nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver de 2010.
Na patinação feminina, Midori Ito ganhou medalha de prata no Jogos de Albertville de 1992 e Shizuka Arakawa ganhou a medalha de ouro nos Jogos de Torino de 2006, enquanto nos Jogos de Vancouver, Mao Asada ganhou medalha de ouro na patinação feminina e Daisuke Takahashi ganhou medalha de bronze na patinação masculina.
Da Antiga Tradição aos Esportes Modernos
Introdução
A maioria das artes marciais japonesas, ou budo,
tem histórias que remetem ao período proto-histórico. Yabusame, ou tiro
com arco sobre cavalo, teve seu início no século VII. Com a ascensão da
classe guerreira no final do século XII, o bushi, ou samurai (membros da
classe guerreira), treinavam modalidades como kenjutsu (arte da
espada), iaijutsu (arte de simulação com espadas), jujutsu (combate sem
armas), kyujutsu (tiro com arcos japonês), sojutsu (arte com lanças),
bajutsu (montaria a cavalo), e suijutsu (natação). Essas modalidades
gradualmente se tornaram padrão e eram praticados em escolas, as quais
continuaram mesmo após o fim do período feudal durante o período Edo
(1600-1868).Com a abolição do sistema de classes sociais no período Edo até a Restauração Meiji em 1868, as classes guerreiras, que tinha dominado os fazendeiros, artesãos e a classe dos comerciantes (o sistema shi-no-ko-sho), desapareceram; e com a adoção do armamento militar mais moderno, a participação em algumas dessas modalidades começou a ser reduzida. Em 1895, após a Guerra Sino-Japonesa, uma organização nacional chamada “Dai Nippon Budo Kai” (Associação de Artes Marciais do Japão) passou a centralizar as artes marciais e vislumbrou a possibilidade de introduzi-las no sistema educacional. Isso levou a um ressurgimento de muitas dessas artes marciais.
Após a II Guerra Mundial, as autoridades da Ocupação impuseram o banimento das artes marciais por um período de cinco anos, porque se acreditava que as pessoas no pré-guerra que praticavam artes marciais desenvolveram sentimentos nacionalistas que culminaram com o militarismo. Esse banimento foi extinto em 1950, e esforços foram feitos para extrair os seus aspectos positivos, tratando as modalidades como esportes e não artes marciais.
Judô
O judô, que significa “o caminho gentil”, foi desenvolvido a partir de uma antiga arte conhecida como jujutsu, a qual geralmente evitava a utilização de armas. As escolas Tenshin Shinyo e Kito se tornaram a fundação para o judô Kodokan moderno, conforme organizado por Kano Jigoro (1860-1938), que foi quem rebatizou o esporte após o seu primeiro treino no ginásio (dojo). Kano formulou um sistema de treinamento baseado em princípios atléticos modernos e modificou as regras para permitir os lutadores pudessem se agarrar e arremessar ao solo.O judô-gi herdou uma vestimenta semelhante a do karatê, salvo pela parte superior que é feita de uma material mais resistente. Embora algumas técnicas do karatê também usem de agarradas, não devem ser confundidas com o judô, que não permite golpes como chutes no oponente.
Talvez mais do que qualquer outro esporte japonês, o judô recebeu um elevado grau de aceitação popular internacional. A Federação de Judô Mundial foi estabelecida em 1952, e Tóquio recebeu o primeiro Campeonato Mundial de Judô em maio de 1956. Logo após a sua introdução como esporte olímpico para homens nas Olimpíadas de Tóquio em 1964, as disputas femininas também foram agregadas. Atualmente, o judô é praticado por mais de 5 milhões de pessoas no mundo.
Aikidô
O aikidô tem a sua origem no Aiki jujutsu da escola Daito de jujutsu, fundada por Minamoto Yoshimitsu (1045-1127). Ueshiba Morihei (1883-1970) é considerado o criador do Aikidô da maneira como se pratica hoje.Embora o aikidô possa parecer similar ao judô em alguns aspectos, a sua prática não envolve agarrar as mangas e o colarinho dos adversários, antes os lutadores mantêm-se distantes uns dos outros. As técnicas do aikidô em geral visam tirar vantagem das fraquezas do adversário nos punhos e braços.
Os praticantes do aikidô não participam de torneios ou competições. Suas técnicas são baseadas na autodefesa, e esta é a principal razão pela qual o esporte é muito popular entre as mulheres e aqueles que trabalham com segurança.
Karatê
O karatedo, que significa “o caminho das mãos vazias”, foi desenvolvido há mais de mil anos na China. Ele foi introduzido na ilha de Okinawa (que era um reino independente) há muitos séculos como uma forma de defesa sem armas. A arte chegou de fato bem depois ao Japão, tendo sido introduzida por Funakoshi Gichin na década de 1920.No karatê, todas as partes do corpo podem se tornar uma arma em potencial. Porém, igualmente importantes, são as técnicas de defesa utilizadas para se desviar ou bloquear os socos e chutes dos oponentes.
Um aspecto do treinamento inclui repetidos golpes no makiwara (poste revestido de palha que serve para calejar a pele que cobre os punhos, o peito do pé e etc.). Praticantes mais avançados muitas vezes demonstram as suas técnicas quebrando pranchas ou telhas, mas essa prática não é recomendada para iniciantes.
Nas competições oficiais de karatê, os lutadores geralmente usam protetores e são cuidadosos para prevenirem acidentes. Eles evitam golpes na altura da cabeça e refreiam socos e chutes nessa região. Em uma luta com sparring, chamada de kumitejiai, os pontos são obtidos ao acertar socos e chutes. O kata, que envolve uma série de movimentos definidos, é usado para se julgar a forma e a concentração.
Enquanto ensinam os pontos positivos de sua arte, os instrutores de karatê também dispensam grande atenção às atitudes dos alunos e ao seu código de conduta.
Um especialista em karatê quebra taboas de madeira com a mão
Em anos recentes, mais mulheres têm começado a praticar o karatê. Juntamente com as artes marciais chinesas e coreanas, com as quais possui muitas semelhanças, o karatê também passou a ganhar popularidade mundial. Acredita-se que o número de praticantes no mundo seja de cerca de 50 milhões.
Kendô
Entre os samurais, o uso da espada era considerado um dos principais elementos das artes marciais. Talvez devido a sua tradição, o kendô (bastão ou vara japonesa) atribui uma elevada ênfase no comportamento ritual sobre o dojo, e as suas práticas devem ser altamente regulamentadas.Com o estabelecimento da Federação Geral de Kendô do Japão, em 1952, o kendô ressurgiu como esporte e foi introduzido no currículo escolar nas escolas.
A ‘espada’ usada no kendô, chamada de shinai, é feita de quatro estacas de bambu. Ela é razoavelmente leve e elaborada para se evitar contusões graves durante as práticas.
Os praticantes de kendô usam equipamento de proteção que os cobre da cabeça ao quadril. Os pontos são obtidos ao se golpear o oponente na cabeça, tronco, quadril, ou tocando na altura da garganta. O primeiro a marcar dois dos três pontos em disputa vence o combate.
Kyudô
O kyudô (tiro com arco japonês) foi desenvolvido durante o período feudal no Japão como uma arte de luta. Com o surgimento da Federação de Kyudô do Japão, em 1949, a disciplina ganhou um novo começo como esporte.Em uma disputa, cada competidor geralmente lança suas flechas em um alvo a 28 ou 60 metros de distância. O arco, que tem cerca de 2,21 metros de comprimento, é feito de madeira e bambu colada. Como em outras modalidades de tiro com arco, o competidor que atinge o alvo com o maior número de flechas vence a disputa. A diferença entre as modalidades de tiro com arcos ocidentais e o kyudô é que este último enfatiza a importância da forma. Em algumas disputas, a forma do competidor é também levada em consideração.
Tiro com arco sobre cavalo, ou yabusame, teve origem durante o período Kamakura (1185-1333). Ele continua sendo praticado no santuário Hachimangu em Kamakura (distante de Tóquio à uma hora de trem), entre outros lugares.
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